O texto não é uma comparação entre as obras do autor, mas sim uns ressaltos importantes e curiosos sobre as duas obras que trouxeram notoriedade a Markus Zusak. 

 

A menina que roubava livros é um livro que me marcou muito, eu estava chegando perto de decidir o que queria ”ser da vida” e com Liese (personagem principal) eu descobri que o mundo te dá infinitas possibilidades, contudo o mais importante é ser gentil, fiel e corajosa independente do caminho que escolher seguir. 

 

Lembro que já passava da 00h quando eu decidi terminar de ler o livro (eu peguei emprestado e ia viajar no dia seguinte, não gosto de viajar com livros dos outros) e exatamente 2h eu me derretia de tanto chorar conforme os fatos do livro iam acontecendo…

 

O livro foi baseado nas experiências que os pais de Zusak tiveram durante o nazismo, nas histórias contadas por eles e alguns fatos da ficção foram inspirados em recordações de sua mãe, o autor também visitou campos de concentração e realizou muitas pesquisas.

”A menina que roubava livros” foi traduzido para 40 idiomas e consagrou Marcos como um fenômeno literário. A escrita é padrão, com diálogos longos e detalhamento de cada cena, até a metade do livro tive grande dificuldade de me prender a história. Fato que não acontece em ”Eu sou o mensageiro”.

É uma obra que trata de um tema mais profundo, causando reflexões e desejo de não haver mais guerra no mundo.

Leia na integra clicando aqui

 

Foto: Estante LZ

 

Eu sou o mensageiro por sua vez rendeu para Zusak dois grandes prêmios: Livro Jovem do Ano, da Publisher’s Weekly, e Livro do Ano para Leitores mais velhos, concedido pelo Conselho Australiano de Livros Infantis. A ideia surgiu enquanto ele lanchava num parque de Sidney.

”… notou um aviso de estacionamento permitido por apenas 15 minutos na frente de um banco, e pensou: “Quinze minutos não é muito tempo. Toda vez que vou ao banco passo mais tempo que isso. E se você está em um banco durante o assalto e seu carro está na área de estacionamento com permissão para 15 minutos? Como fazer para tirar o carro e evitar uma multa?” É exatamente isso que acontece no início do livro.” (Trecho tirado da Biografia de Markus Zusak no blog Universo literário)

A escrita é bem ”largada”, pois é uma característica do personagem principal (Ed Kennedy), logo os diálogos também são curtos e fraco em detalhes, não tive dificuldade em me envolver com a leitura, pois Ed me deixou curiosa em saber aonde aquela vida pacata dele iria chegar. 

É uma obra que fala sobre a vida, foi lançada em 2002, na minha opinião foi uma introdução ao que Markus apresentaria em 2005 com o livro que realmente o levou aos topos das mídias. 

Leia na íntegra clicando aqui.

 

Letícia RZucco


Letícia Zucco, 21 anos, estudante de Letras - Português/Inglês blogueira e booktuber no Estante LZ. Ama livros e costuma gritar para todos os cantos que a leitura liberta.

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