Livraria é um local no qual se comercializa livros e também outros tipos de materiais relacionados a leitura como, por exemplo, jornais e revistas. Seja a livraria física ou virtual sempre está repleta de leitores querendo adquirir novas obras (mesmo que tenha livros na estante para serem lidos).

O mercado hoje proporciona a nós leitores muitas opções de compras, existem sebos que continuam na forma tradicional de venda, mas também uma boa parte já migra para internet, grandes livrarias disponibilizam espaços para que indivíduos consigam vender seus livros usados dentro do site, ou seja, podemos comprar num estabelecimento físico ou virtual, livros novos, usados ou de coleções e obras mais antigas, mas como surgiu e como era o sistema da livraria mais antiga que já se ouviu falar?

 

 

A livraria mais antiga ainda existe ”Livraria Bertrand ”, está localizada em rua Garret 73/75 em Lisboa, Portugal desde 1773, é considerada um patrimônio da cidade e já passaram grandes escritores por lá como, por exemplo, Alexandre Herculano, Oliveira Martins, Eça de Queirós, Antero de Quental e Ramalho Ortigão ou, mais recentemente, Fernando Namora e José Cardoso Pires. Bertrand é também editora e com sua expansão tornou-se uma cadeia de atualmente 53 lojas em Portugal.

”A Livraria Bertrand foi fundada em 1732, na rua Direita do Loreto, por Pedro Faure. Em 1755 veio a ser destruída por um enorme terremoto e maremoto seguidos de um incêndio que assolaram Lisboa, tendo sido instalada em outro local. Dezoito anos depois, após a reconstrução da cidade, a Livraria Bertrand foi instalada no local onde ainda hoje existe, completando assim 238 anos de funcionamento continuado.”

”Em abril de 2010, a “Livraria Bertrand” ganhou o Guinness World Record para «os mais antigos livreiros em atividade», tendo ganho a Livraria Bertrand do Chiado, o Guinness World Record para «a mais antiga livraria em atividade. “Livraria Bertrand” é, assim, o nome de uma rede com 52 livrarias em todo o país, e integra formalmente o Grupo Porto Editora desde 30 de junho de 2010.”

No Brasil tudo começou com o Collegio dos Jesuítas, localizado no Morro do Castelo no Rio de Janeiro entre os séculos XVII e XVIII, mas o foco era vendas de bíblias e livros relacionados ao catolicismo (religião oficial do Brasil na época), para quem gostaria de ler sobre outros assuntos precisava encomendar e o tramete poderia durar meses, tudo começou a mudar quando marinheiros portugueses desembarcavam no Brasil com alguns livros para ser vendidos, mas o marco mais importante para a mudança desse mercado foi quando a livraria Garnier (localizada na rua do Ouvidor no Rio de Janeiro e liderada pelo francês Baptiste-Louis Garnier), difundiu as obras de Machado de Assis.

”Este comércio em São Paulo começou a aflorar no século XIX.  As livrarias paulistanas foram impulsionadas pela inauguração da Faculdade de Direito do Largo São Francisco em 1827, poucos anos após a Independência do Brasil. Alunos advindos de outras cidades e a aristocracia alimentaram inicialmente este comércio tornando-se popular.”

Livrarias não só comercializa história, como também tem sua própria história para contar. A pesquisa mais recente feita em 2015, diz o seguinte:

”Segundo dados da Associação Nacional de Livrarias (ANL), 390 livrarias, ou 3,5 livrarias para cada grupo de cem mil habitantes. Ainda de acordo com os dados do Anuário de Livrarias da ANL, o Brasil tem hoje cerca de 3.100 livrarias.”

Letícia RZucco


Letícia Zucco, 21 anos, estudante de Letras - Português/Inglês blogueira e booktuber no Estante LZ. Ama livros e costuma gritar para todos os cantos que a leitura liberta.

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