A alguns anos atrás, eu devia estar com meus quatorze para quinze anos. Era férias de escola e eu estava aproveitando para me divertir com minhas amigas antes de toda aquela folga acabar. Não que eu fosse muito de sair para ficar na rua, mas era divertido sair à noite para ficar jogando bola, brincando de passa poste ou só para conversar durante algumas horas mesmo…

Quarta-feira já fazia um tempo que eu não conversava com um amigo meu, ficava observando ele sair quase todos os dias…. Eu tinha vontade de ir lá e ficar horas conversando ou rindo de coisas sem noção, mas sabia do limite entre nós, melhor dizendo que havia, porque naquele mesmo dia conversamos uns 20 minutos por telefone (é ele me ligou, não foi pessoalmente) contudo conversamos e isso já valeu muito para mim, depois cada um seguiu seu caminho. Em torno de umas nove horas eu resolvi subir para casa, mas antes de entrar escutei chamarem meu nome e ao me virar fui surpreendida ao ver meu amigo parado na rua, sorri e perguntei o que ele fazia ali, já que tinha afirmado ao telefone que iria sair. Ele sorriu e me olhou perguntando se a gente poderia conversar, eu afirmei com a cabeça que sim e ficou combinado de nos ver no dia seguinte, porém as vezes a vida prega uma peça na gente (sabe aquele ditado, ‘’não deixe para amanhã o que pode fazer hoje?) Então…. No dia seguinte fui pega de surpresa com as minhas amigas me contando que ele havia sofrido um acidente e não sobreviveu.

A pior fase da minha vida começou, eu não me lembro com exatidão de como fiz as coisas naquele dia, só me lembro de receber a notícia e meu mundo parar. Ele era importante para mim e eu não queria acreditar que aquilo estava realmente acontecendo.

Foram tempos difíceis, fiquei um mês me recusando a sair do quarto, comia muito pouco e deixei minha família preocupada com medo de que fosse depressão, porém tive amigos bons, eles me viam sempre e me deram muita força. Não foi fácil, mas aos poucos eu fui conseguindo superar e aí dentro de mim foi ficando somente a saudade de alguém que não voltaria mais. Com tudo isso eu acabei me aproximando mais do mundo literário, ler me acalmava e me fazia ver que sempre existia um meio para se recomeçar.

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Não gosto de pensar em como estariam as coisas agora se algo de diferente acontecesse naquela época, prefiro acreditar que tudo aconteceu no tempo certo do jeito que tinha de ser. Sou muito grata a todos que me deram apoio e força, de fato sozinha não conseguiria me reerguer.

Então não pensem que tudo está acabado porque você está numa fase ruim, quando alguém segurar a sua mão e disser ‘’vai passar’’ acredite! Porque como em livros, essa pode ser a força da qual você precisa para seguir em frente.

Joyce Oliveira.

 

Letícia RZucco


Letícia Zucco, 21 anos, estudante de Letras – Português/Inglês blogueira e booktuber no Estante LZ. Ama livros e costuma gritar para todos os cantos que a leitura liberta.

2 thoughts on “A vida não espera o amanhã | História real”

    1. Pois é… Mas sabe quando você sente que precisa escrever sobre ? Precisa colocar pra fora ? Então eu simplesmente coloquei tudo o que eu sentia.. Foi dura e dificil, mas consegui seperar e agora só fica a saudade e os sonhos <3

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